Histórico
Categorias
Todas as Categiorias
  nada não, só queria falar...


Outros sites
TROTTOLICES - Adriano Trotta
DROPS DA FAL - Fal Azevedo
SOU TODO CORAÇÃO... - Fernanda Paz
FINA FLOR - Mônica Montone
COISA RARA - Tatiana Rocha
GAZETA MUNDO CÃO - Ane Brasil
A CASA DA MÃE JOANA - Vivien Morgato
A FRESCA - Karen B. B.
A VIDA É UMA SÉRIE DE TV [AMERICANA] - Neutron
A VOLTA DO POETA MATEMÁTICO - Poeta Matemático
ALEXANDRE SOARES SILVA
AO MIRANTE, NELSON! - Nelson Moraes
AS CRÔNICAS DO VALE DA MORTE - Poeta Matemático
BEBENDO - Cafeína e Nicotina
BERETEANDO - Tiagón
BIAJONI
BICO DE PENA - Gravataí
BLOG DE TERAPIA - t
BLOG DO MEU PAI - Tela
BLOG DOS BOLINHOS - Tela
BLOG FALANDO DE DANÇA - Leonor Costa
BLOGGI - Gi
BOCOIÓLA - Bela
CAMINHO SUAVE - Maria Helena
CINTALIGA - Eva, Luciana e Patrícia
CLARO QUE NUNCA! - Tico
COCADABOA.COM - Mr. Manson
COFFE BREAK - Ana P., Márci e Juju (as Marias)
COLETIVO DE IDÉIAS - Ana P.
COMO ASSIM?!?!? - Th.R@ch
CONFISSÕES MALUCAS - Cily
CONJECTURAS... - Vanessa
COUSAS E CAUSO - Nenéia
CRESCENDO COM FÉ!!! - Juju
CYN CITY - Cyn
DISCUSSÕES, DISSERTAÇÕES E POESIA - Bodas
ENFIA O DEDO NO CURY. E CHEIRA - Branco Leone
ENZIMAS VIRTUAIS - Dani
EU, GUI, GU E MARI - Fernanda Pupo
FEFICES - Fefa
FIAPO DE JACA - Tuca
FORSIT - Olivia Maia
GAIOLA DE TUINS - falmigas
GORDUCHAS GOSTOSAS - Solineuzza, Delaidinha e Dagmar
HEDONISMO - Doni
HOMEM É TUDO PALHAÇO
I DON'T MIND A RAINY DAY - Rainman Raymond
IDÉIAS NA JANELA - Kandy
IRMÃOS BRAIN
JESUS, ME CHICOTEIA! - Marco Aurélio
LIBERAL, LIBERTÁRIO, LIBERTINO - Alex Castro
LORD BROKEN POTTERY
MALOQUICES DA MALOCA - Maloca
MARMOTA, MAIS DOS MESMOS - André Oliveira
MÍNIMOS ÓBVIOS - Gigio
NANA-NINA-NÃO? - Nina
NOMES SÓ - Fal Azevedo
NÃO DOIS, NÃO UM - Gustavo Gitti
NÃO ME ACOMPANHA Q EU NÃO SOU NOVELA! - Engraçadinha
Paulo Polzonoff Jr
PENSAR ENLOUQUECE, PENSE NISSO - Inagaki
PERDIDO, E DAÍ? - Karateca
PUBLICAÇÕES - VOL. 3 - Marília
PÁGINAS RASGADAS - Jussara Soares
QUARTO DA TELINHA, CASA DOS GATINHOS ;) - Tela
Rafael Galvão
REDATORAS DE MERDA
Revista Papo de Homem - Conteúdo e diversão para homens. Todo dia.
RIDICULOUS1968 - Maristela
SANDICES OU SAN DISSE? - Carla San
SE AS COISAS SÃO INATINGÍVEIS... - Mani
TE DOU UM DADO?
É POR AQUI QUE VAI PRA LÁ? - Marco Aurélio Brasil
UM BLOG SEM CONTEÚDO - Branco Leone
PANELA DE PRESSÃO - Isabelle Polenta







Telinha é que falou

Telinha é que falou

Da discreta alegria

Longe do mundo vão,

goza o feliz minuto

que arrebataste às horas distraídas

Maior prazer não é

roubar o fruto

Mas sim ir saboreá-lo às escondidas

Mário Quintana

Telinha, mãos de fada, alma-de-gatinho, gostosa, gostosa, disse que esse poema tem o espírito do meu blog. Ela tem toda a razão...



Categoria: nada não, só queria falar...
 Escrito por Harpa Naca às 09h44
[] [envie esta mensagem] []



Por um momento consegui acessar o Gmail aqui no meu trabalho

Por um momento consegui acessar o Gmail aqui no meu trabalho

Mas logo o sistema voltou ao normal e o troço ficou bloqueado. Saco... mas não foi pra escrever isso que abri o editor de texto do blog.

Ontem, na sala de espera de um consultório, estava folheando a Veja Rio de 4 de junho e li a crônica do Manoel Carlos. E é sempre impressionante quando outra pessoa escreve um sentimento que é seu ou uma situação parecida com a que você está vivendo, não é? Muitas vezes acontece isso comigo, provavelmente porque leio muito e de tudo, até bula de remédio. É uma coisa supreendente e mágica.

O texto do Manoel Carlos voltou à minha mente na hora do almoço e mais uma vez me foi agradável constatar que ele colocou em palavras um sentimento meu. E pensei comigo: "putz, como gosto de ler!" De verdade,  um bom filme é extremamente prazeiroso, mas não supera a leitura no meu gosto pessoal.

Ler meus sentimentos descritos por outro me dá sensação de cumplicidade, de conforto. Parece que não estou sozinha. Ainda que escrever seja algo libertador, uma coisa que me ajuda a ordenar pensamentos de uma forma que jamais conseguiria fazer em uma conversa, ler é o que me afasta da solidão. 

Da historinha que o Manoel Carlos conta em sua crônica, ficou martelando na minha cabeça o diálogo entre ele e um amigo. A certa altura da conversa, ele fala algo tipo 'pelo que vi, o impossível não é o amor entre vocês; o impossível é o relacionamento'.

Que coisa, né? A gente acaba se apaixonando sem poder viver aquele relacionamento, seja porque você já tem compromisso com outra pessoa, seja porque o objeto de sua paixão não corresponde ao sentimento ou, ainda, porque são duas pessoas tão diferentes que o convívio se torna um martírio. Que desencontro. Pra que isso? Bobagem... pura bobagem e perda de tempo. Melhor é abortar.



Categoria: nada não, só queria falar...
 Escrito por Harpa Naca às 16h43
[] [envie esta mensagem] []



Nada não... só queria falar...

Nada não... só queria falar...

... que a preguiça de escrever já é enorme e o Uol ainda fica me sabotando, me impedindo de entrar pra postar. Foram quatro tentativas sem êxito. Quase desisti.

... que descobri agora que não dá pra modificar a categoria em que você quer colocar seu texto depois de publicá-lo. Que coisa tosca!

... que preciso urgentemente voltar a fazer exercícios físicos. Minha TPM tá furiosa esse mês. Bom, antes TPM furiosa do que TPM maligna.

... que tenho uma amiga que realmente sabe das coisas, é super culta, mas não faz a cara convincente pra que os outros acreditem nisso. Uma lástima.

... que,  por outro lado, sou uma fraude. Sim, sim, sou uma fraude. Mas faço cara de sabida e isso já é meio caminho andado pra me levarem a sério. O que não deixa de ser lastimável também.

... que, por falar em meio caminho andado, ri muito ouvindo o último Repórter Bêbado. O Nigel falando sobre "meio caminho andado" é de matar de rir. Como o cara é palhaço, benza Deus!

... que agora mesmo, em conversa com as colegas, cheguei à conclusão que tá faltando homem mesmo. A coisa tá absurda. Teremos que partir para o compartilhamento da espécie logo logo, duas ou três fêmeas para cada macho. Ou enlesbicar geral. Tá brabo...

... é simplesmente impossível terminar um post em que você fala em tópicos. Aff...

... é impressão minha, ou tem uma estrelinha na parte superior esquerda desse texto?

 

 



Categoria: nada não, só queria falar...
 Escrito por Harpa Naca às 16h26
[] [envie esta mensagem] []



Ema, ema, ema... cada um com seus pôbrema...

Uma de minhas chefes está prestes a completar 70 anos. Isso significa que ela vai sair na "expulsória". Mas ela está feliz da vida, pois encontrou um novo amor e, finalmente, vai poder gozar (ui!) a companhia dele sossegadamente. O moço tem 35 anos declarados, é ator e modelo, lindo de viver - benza Deus! - e dedicadíssimo a ela. Recentemente, minha chefe ofereceu um churrasco em sua casa para seus subordinados, ocasião em que seu namorado fez questão de se declarar apaixonado publicamente. É claro que ela correspondeu ao mimo. E ele não desgruda dela, é atenção em tempo integral. Ai, ai, que o amor é lindo!



 Escrito por Harpa Naca às 14h31
[] [envie esta mensagem] []



Big Brother

Já se sentiu vigiado? Os especialistas dizem que, atualmente, todos somos vigiados o tempo todo. Coisa mais corriqueira são as câmeras de circuito interno, as varreduras nos computadores das firmas e afins. Mas parece que isso já foi absorvido pelo nosso consciente coletivo e não nos aflige mais.

Mas... e quando você se sente vigiada de perto por quem te rodeia? Filhos adolescentes se queixam muito disso. Alguns maridos também reclamam que suas mulheres não lhes dão folga. Tem gente que é monitorada pelo celular, a todo momento sendo necessário que dê conta de suas atividades.

Como é que a gente deve reagir com uma coisa dessas? Será que é motivo pra aborrecimento? Ou o melhor seria a resignação?



 Escrito por Harpa Naca às 17h28
[] [envie esta mensagem] []



Volta pro mar, oferenda!

O mínimo que a gente pode fazer por nós mesmos é eliminar em nossa vida tudo o que nos causa incômodo. E, quando não dá pra eliminar, a gente tem que, pelo menos, aprender a conviver com o troço.

Esse negócio de super valorizar o que nos faz sofrer é o cúmulo da burrice. Tudo bem que têm coisas que já trazem embutidos seus próprios valores, tais como família, trabalho blábláblá, e a gente sofre por conta disso também. Mas, se a gente pensar um pouco, muito do que nos incomoda só tem a importância que atribuímos.

A verdade é que não tenho muita paciência pra sofrimento. Começo a me irritar com determinadas atitudes de pessoas que, apesar de próximas, só têm importância porque  quero que tenham. A gente tá lá, enchendo a empada do sujeito de azeitona, mas ele não vê que isso é uma gentileza. Ele não enxerga que não tem valor em si mesmo, mas foi a gente que escolheu que ele seria valioso em nossa vida. E começa a pisar na bola.

Aí não dá. Tudo bem que, de início, a gente até fica triste porque, afinal, se coloca uma etiqueta de "isso é importante" no cabra e, putz, é chato ver que não é recíproco. Pessoalmente, acho até que o que mais aborrece é perceber que se usou de péssimo critério ao atribuir tanta importância pra quem não merece. Mas, depois de um tempo, já dá pra esvaziar a coisa, né? Não mereceu a confiança depositada, o carinho dispensado, a atenção dada? Mermão, rala peito! E não vem fazer cara de coitado, porque o pavio é curto e a capacidade pro deboche é abundante.



 Escrito por Harpa Naca às 15h05
[] [envie esta mensagem] []



Fase oral

Sônia achava o máximo quando uma de suas amigas aparecia quilos mais magra, dizendo estar sofrendo por amor. Seu sonho era perder o apetite por conta de uma desilusão amorosa. Isso nunca acontecia com Sônia. Ao contrário, - como era fácil perceber naquele exato momento - a cada pontada de rancor em seu peito, ela quebrava mais um pedaço da barra de chocolate e enfiava na boca.

 



 Escrito por Harpa Naca às 16h08
[] [envie esta mensagem] []



Quem resiste a um teste?

Quem é você em “Sex and the City”?

Carrie Bradshaw

Assim como a colunista de sexo do seriado, interpretada por Sarah Jessica Parker, você é curiosa, perceptiva e companheira. Sempre procura interpretar o que está acontecendo na sua vida e na de seus amigos. Não é raro que seja o ponto central de sua turma, pois sem você as pessoas não se reúnem. Apesar de superconfiante em seu estilo e gosto, muitas vezes pode se flagrar indecisa quando o assunto é sua vida amorosa. O medo do futuro ou de mudanças pode atrapalhar seu crescimento, inclusive no aspecto financeiro. É aconselhável colocar os pés no chão e ter mais coragem para enfrentar o desconhecido sem perder sua alegria contagiante, que é traço marcante de sua personalidade.
 
Sei quase nada dessa série, pois nunca vi nenhum episódio. Mas até que gostei da descrição, hehehehe...
 


 Escrito por Harpa Naca às 15h54
[] [envie esta mensagem] []



Boazinha

Pessoas "boazinhas" são irritantes. Tem um cara há duas semanas pintando minha casa. E ele é do tipo bonzinho. Fala com uma vozinha chatinha. Não faz nada sem antes perguntar se pode. Ora bolas, você contrata um pintor de paredes para que? Não é pra pintar as paredes? Então, por que raios ele fica te perguntando "posso pintar essa parede agora?" ou "tem problema eu lixar essa parede aqui?"

Aí que reclamei disso, dessa falta de iniciativa, e me chamaram de intolerante. Não reclamei pro pintor, mesmo porque não sou eu que tenho tratos com o sujeito. Reclamei exatamente com quem tem que responder a essas perguntas cretinas. E me chamaram de intolerante. Eu disse que o cara é um chato e me responderam que não, que ele é bonzinho.

Então perguntei: pra ser boazinha no meu trabalho tenho que ficar perguntando coisas que obviamente preciso fazer? Por exemplo, tenho que perguntar a meu chefe: "Chefinho, devo digitar o que você fala em audiência?" ou, ainda, "tenho que levar esse processo pro cartório?" Quem é caixa de banco deve ligar pra gerência e perguntar se pode atender o próximo da fila?

Me disseram pra parar de falar porque já tinha perdido a graça... povo que não sabe argumentar... humpf...

 



 Escrito por Harpa Naca às 14h46
[] [envie esta mensagem] []



Queria enjoar

Queria que fosse doce de leite, porque eu comeria o pote todo de uma só vez. Ou podia ser uma música. Aí eu colocaria no repeat do CD player pra tocar o dia inteiro. Se fosse um livro, leria três vezes seguidas. Três não... leria cinco vezes seguidas... sei lá, leria quantas vezes fossem necessárias.

Bem que podia ser um seriado de TV, pra que eu comprasse todos os boxes, com todos os episódios de todas as temporadas, e assistisse tudo no domingo. Num único domingo. Ou uma roupa. Sim, sim... podia ser uma roupa e eu a usaria todos os dias. Durante semanas, durante meses.

Não podia ser um lugar legal? Podia, claro que podia! Um barzinho, uma balada... eu iria lá todos os finais de semana. Melhor, iria todo final de expediente, todo santo dia, pra um happy hour. E se fosse uma cor? Então eu pintaria toda a minha casa com ela, todos os meus móveis, todos os utensílios da minha cozinha.

Sacanagem... sacanagem...

 



 Escrito por Harpa Naca às 17h41
[] [envie esta mensagem] []



Trilha sonora

"Não é por que eu sei que ela não virá que eu não veja a porta já se abrindo..." Nando Reis

Quem gosta de música sempre relaciona fatos e acontecimentos a músicas preferidas. Daí, é só ouvir aquela música tal e ser invadida de sentimentos nostálgicos. Acho que também é comum a mania de ligar as músicas ao seu estado de espírito, ou melhor, ao que se sente no momento... ei, ei, vou parar por aqui!

Porque a verdade é que abri o editor de texto do uol pra escrever o que estou sentindo agora e que tem tudo a ver com a frase pinçada de uma música, que coloquei no início do texto. Mas, como sempre, passo a generalizar, passo a escrever amenidades, sem me comprometer. Não quero fazer isso agora...

Estou ansiosa. Minha mente me faz 'ver a porta se abrindo' o tempo todo. Só pra, em seguida, me lembrar que 'eu sei que ela não virá'. Coisa chata. É como cutucar a casquinha da ferida só pra ver sair sangue. E sentir doer.

Tento me enganar, falando pra mim mesma que não tem importância. Provavelmente não tem mesmo. Mas as coisas, por fim, têm a importância que a gente dá pra elas, não é? O tempo que gasto em elucubrações é prova disso. Quem se martiriza por algo que não dá importância?

É renovado meu sentimento de rejeição. E a auto-estima vai pelo ralo... esquece...



 Escrito por Harpa Naca às 15h03
[] [envie esta mensagem] []



Quando eu era novinha...

... via minha mãe presa a uma roda de engorda/emagrece, engorda/emagrece. Como eu era magrelíssima, achava que isso nunca iria acontecer comigo. Humpf...

... dispensei um carinha super apaixonadinho por mim, com o beijo mais gostoso ever do pedaço, só porque meu grupinho de amigos composto por adolescentes bestinhas e complexados o chamavam de Bobonalta. Humpf...

... achava que teria uma profissão ligada às artes. Dança ou música; afinal, estudava muito pra isso. Jamais me imaginei numa profissão burocrática, ligada a processos e afins. Humpf...

... vivia com meu cabelo preso ou esticado por alisamentos péééssimos, simplesmente porque não conseguia ver beleza no meu 'crespo e armado', estilo Vanessa da Mata. Humpf...

... pensava que, aos completar 40 anos, estaria velha, enrugada, cansada, com cara de ressaca. Mais ou menos como estou agora. Humpf...

... achava que viveria em ritmo de "amor livre" pra sempre. Nada de casamento, nada de um homem-só-pra-vida-inteira. E que teria uma filha chamada Luana. Era um devaneio bom. Humpf...

... pensava que meu pai me protegeria até - e durante - a vida adulta. Principalmente em questões de grana. Humpf...

... tinha a ilusão de que qualquer coisa que eu me propusesse fazer daria certo. Que eu era predestinada ao sucesso. Que eu não tinha limitações de espécie alguma. Humpf...

... deixei de viver a grande paixão da minha vida por medo. Medo daquele sentimento tão forte. Medo de me sentir tão vulnerável. Medo do temperamento do moço. Medo. Humpf...

 



 Escrito por Harpa Naca às 10h04
[] [envie esta mensagem] []



Ê, feriadão!!!

Foi o último do ano, né? Graças a Deus!

É claro que gosto de feriado, mas é que, esse ano, foram muitas sextas-feiras enforcadas, o que deixou meu trabalho meio tumultuado. Mas agora acabou, né?

Mas, mudando de assunto, estive pensando em quão falso é dizer que a gente sempre torce pelo sucesso de quem a gente ama. É uma grande falsidade dizer que a gente não sente inveja de quem nos é caro. Pode ser um amigo ou um parente. Pode ser marido ou filho;  nossos pais ou irmãos. Por maior que seja nosso amor, a gente sempre encontra um espacinho pra egoísmo. E o egoísmo faz a gente ter sentimentos ruins.

E não me venha com esse papo que amor de mãe é diferente. Tá... é diferente, mas também é contaminável pelo despeito. Quem não conhece aquela mãe, por exemplo, que compete com a filha e paga o maior mico tentando passar por gatinha? Pois então.

Mas acho que a maneira mais comum da gente manifestar nossa maldade é por diminuir as conquistas de quem nos é próximo. Nossa melhor amiga consegue emagrecer dois quilos; a gente fica feliz, mas lembra a ela da flacidez do braço ou que a bunda ficou meio caída. O marido é promovido; a gente fica feliz, mas começa a reclamar que ele não nos dá mais a mesma atenção de antes, torcendo para que ele se sinta culpado. O filho arruma uma namorada super legal; a gente fica feliz, mas fala toda hora de como a mãe da menina é uma mala.

Felicidade alheia é um saco.

 



 Escrito por Harpa Naca às 14h55
[] [envie esta mensagem] []



Controle da Mente

Sou uma debatedora mental. E isso é a causa de grande parte das minhas angústias. 

Qualquer incidente, quase todos bem bobinhos, tem a capacidade de acionar um pedaço do meu cérebro em busca de argumentos irrespondíveis (existe essa palavra?) que são rebatidos imediatamente pela minha outra fatia cerebral, ocasionando disputas e debates magníficos por dias e dias a fio.

Sou assim desde criança. Mas percebo que esse hábito tem se agravado de uns tempos para cá. Provavelmente porque ultimamente tenho ficado muito sozinha. Fico sozinha em casa durante a manhã, dirijo pro meu trabalho muitas vezes sozinha; chegando lá, permaneço sozinha na minha sala quase o tempo todo. A cabeça funcionando, recapitulando os contatos que tive com outros seres humanos, testando outras possibilidades de respostas, avaliando as que efetivamente dei e indicando o que de forma alguma eu poderia ter dito, mas disse.

Esse processo quase sempre é sofrido, porque meu julgamento contra mim mesma é implacável. É raro eu passar no meu próprio crivo. Se deixo de responder a alguma provocação, me torturo por ter ficado calada. Se ao contrário respondo à altura, me condeno por ter sido tão "pavio curto". Por outras vezes, considero que minha resposta não podia ter sido mais bocó, uma vergonha. Até quando acho que me portei de forma apropriada à situação, de tanto repassá-la na mente acabo por encontrar defeitos e passo a sugerir alternativas melhores. Um saco.

Somente ocupar meu cérebro com outra coisa não funciona, pois consigo debater lendo os processos no meu trabalho, dirigindo, cozinhando, ouvindo música e até blogando. Também consigo conciliar vários debates mentais, permitindo que eles se desenvolvam em paralelo na minha cabeça. Praticamente uma esquizofrenia.

Assim, pra não ter um treco, tenho me obrigado de forma ativa a parar de conjecturar. Quando percebo que estou começando uma discussão imaginária, falo pra mim mesma de forma firme: "pare com isso!". Ainda não cheguei ao estágio de falar essa frase em voz alta, mas não tenho certeza que não vá acontecer um dia. E em breve.



 Escrito por Harpa Naca às 11h25
[] [envie esta mensagem] []



Rolando

Depois de muito futucar, descobri onde se cria categorias pros textos aqui no Uol Blog. Também adicionei o Google Analytics, porque é legal saber das estatísticas de visitação. Adoro, por exemplo, ver as frases doidas que digitam em ferramentas de busca e que acabam direcionando paraquedistas pro blog. Em horas de pouca inspiração, os "momentos Google" rendem posts fáceis.

No fim de semana me permiti pensar como blogueira. Ou seja, cada coisa diferente que acontecia era imediatamente seguida do pensamento "isso dá post". Estava reprimindo isso, tentando me desacostumar. O engraçado é que, mais uma vez, experimento o branco que me dá cada vez que abro a janelinha de editor de texto de um blog. Isso quer dizer que, na prática, por mais que eu imagine textos para descrever algo inusitado, a telinha branca e o cursor piscante ensaboam minha mente e levam ralo abaixo todas as minhas idéias para posts brilhantes, inteligentes e engraçados. Sobra isso aqui...

Tenho que admitir que ainda não decidi o rumo que vou dar pro blog. O fato é que estou sob um pseudônimo, tentando me manter anônima. Então, ainda não sei se falo de mim ou se invento um personagem. Pensei em contar coisas que aconteceram com outras pessoas como se tivessem acontecido comigo. Pensei em fazer o contrário também: contar o que acontece na minha vida como se fosse um 'causo' de outra pessoa. Estou confusa, mas isso não é novidade.

E ainda tem a preguiça. Enooormeee. Aquela preguiça que me impede de visitar meus blogueiros preferidos, postar comentários, assinando com meu pseudônimo e link novo. Ai, ai...



 Escrito por Harpa Naca às 15h07
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]